terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Música antiga

Andava um tanto bemol, embora tantos sustenidos a sua volta.

Quis repicar e acabou sambando... Sempre miudinho!

(Poema achado nos rascunhos do blog)

Escrevo.

Ainda que tardiamente, escrevo.
Ainda escrevo.
Risco, rabisco, digito...
Deleito... Não! Deleto.

Um letramento de pensamento-ações
Aliterações e divagações
Ainda devaneio, menos
Divago, vagamente
Não há mais vaga na mente como havia antigamente...

O tempo não me permite
A idade me faz ausente
Não rende
Este foi apenas mais um intente...

Que fiz, mas não contente.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vontade

Fiquei com vontade de voltar a escrever
Assim, despretensiosamente.
Escrever sobre olhos que brilham
Sorrisos de boca grande
Ondas e curvas e cachos...

Fiquei com vontade de escrever
Escrever sobre qualquer coisa
Qualquer coisa boba que me faça sorrir

Escrever sobre aquilo que todo mundo escreve: sobre o amor.
E sobre aquilo que ninguém sabe descrever: o amor.
E sobre aquilo que não se figura: o amor.

E sobre aquilo que pode ser doce e amargo, bom e ruim, alegre e triste...
E sobre aquilo que causa dor e cura da dor...
E sobre aquilo que se sente no peito, na pele, nos pelos, e não se vê
E sobre aquilo que é a mais simples e a mais complicada de todas as coisas...

O amor!

Mas o que escrever sobre o amor?
Não sei!

Fiquei com vontade de voltar a escrever.
Queria escrever sobre o amor.
Fiquei só na vontade.

2014

As vezes a verdade não deve ser dita.
Todos ja a conhecem, está estabelecida.
Mas não deve ser dita... mencionada...
A verdade é capaz de abrir feridas cicatrizadas
Desfazer sorrisos apaixonados
Esfriar carícias
Salgar o sorriso
Molhar o rosto
A verdade nem sempre é justa.
Ela é flecha.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Eu de mim, nunca soube muita coisa.
Acho que, apesar de tudo aquilo que tem aqui dentro, e que as vezes me assusta quando aparece, eu sempre tentei ser aquilo que os outros queriam que eu fosse, e sempre consegui ser o exato oposto disso...
Hoje, eu sei, mas não posso mais.
Só queria que o tempo voltasse pra eu ter tempo de mostrar quem eu hoje sei que sou, sinto e quero...
Mas, como diria Cazuza "O tempo não para... Não para não. Não pára!"
E eu sinto a dor de ter perdido tanto tempo tentando mostrar uma mentira, em vez de simplesmente me mostrar de verdade...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A professora é sapatão!

ALUNA (de 7 anos de idade) - Professora, minha mãe comprou um tênis de 14 anos pra mim!
PROFESSORA - Nossa! E quanto você calça?
ALUNA - Eu calço 27/28.
PROFESSORA (inocente) - Ah, mas é pouquinho ainda... Eu calço 37/38.
ALUNO (outro aluno de 7 anos que passava no momento, escutou a conversa e, após olhar para o pé da professora, disse) - Núuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!! O pé da professora é o maior do mundo!!!

Moral da história:
Criança não deixa passar nada!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ode à 'Bruta Flor'

Querer...
Será que tem tradução?
Tantos são os quereres do meu peito, que o anseio não cabe em mim e meu seio se infla de uma esperança descabida.
Aproveito e ponho no cabide aqueles quereres todos que não posso realizar, pelo menos por enquanto (e que, com todo realismo que as vezes me invade, sei que não realizarei tão cedo, ou tão tarde...)
Mas citando alguém que tem maior dom com palavras do que eu:
"Ah, quanto querer cabe em meu coração?"
Quanto querer...
Sabe quando chamam alguém de "saco sem fundo"?
Pois é, eu sou um verdadeiro "saco sem fundo"...
Sem fundo de sonhos, vontades, desejos, anseios e quereres...
E quando penso que não caberão mais, me pego desejando desejar menos...
Desejar coisas mais desejáveis, mais alcançáveis, mais realizáveis.
A paz mundial, talvez...
Talvez seja mais fácil do que realizar tudo aquilo que está em mim, a me invadir, me iludir, me impulsionar e, por vezes (muitas vezes... muito mais do que eu queria) me estagnar...

"Ah, bruta flor do querer...
Ah, bruta flor, bruta flor..."

segunda-feira, 2 de maio de 2011

re-tratação re-inauguração re-clamação

AAAaaaaaaaaffff

Tem muito tempo que não escrevo aqui...
Tanto tempo que não sei nem por onde começar.

Acho que de tempos em tempos eu preciso de umas férias de toda essa virtualidade.
Na verdade, foram umas férias meio forçadas...
Tipo falta de inspiração para escrever algo que valesse a pena ser lido.
Não que isso aqui valha, né, mas acho que pelo menos dá pra fazer um esforço.

Bom, em primeiro lugar, vale uma retratação.
No meu último texto, falei de palhaços...
Mas eu sei que existem palhaços e palhaços, e que o fato de eu não me enquadrar nesse perfil (vulgo incompetência...rs) não me faz poder desmerecer toda a palhaçada.

Bom, já chega de retratação também, só quero que as pessoas que são palhaços não se sintam ofendidas... Passou!rs.

Agora, bem que eu podia falar de coisas sérias, como a suposta morte de Osama Bin Laden, ou o bendito site da escola onde dou aulas, que sempre dá pau na época do lançamento das notas, ou ainda o fato de como os comentários esportivos da rede Globo são tão bairristas que tiveram coragem de falar que o Flamengo ganhar - nos pênaltes (é assim mesmo que se escreve???) - daquele timinho foi uma vitória histórica.

Mas acho que vou deixar esses assuntos mais importantes para um próximo post.
Esse aqui serviu mesmo só pra reinaugurar o blog que, sinceramente, andava muito caidinho (e considerando a qualidade deste post, não vai melhorar muito...rs).



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Palhaço não!

Eu não gosto de palhaço!

Não gosto, vou fazer o que? Vou mentir?
Não gosto mesmo e pronto!
Reconheço minhas limitações.
Aquele nariz vermelho, me dá vontade de chorar, principalmente quando quem está usando sou eu!

Não gosto daqueles números que todo mundo já conhece.
Daquelas roupas arranjadas...
Daquela falta de poesia!
Daquela mania místico-ritualística que resulta numa ode à bobagem...

E o pior...
Não entendo:
Como se pode dizer que o palhaço é o exagero de você mesmo, se vc fala do seu personagem em terceira pessoa???

Eu não gosto de palhaço.
Eu não sei fazer palhaço.
Eu tenho medo de palhaço.

Eu tenho medo de ser palhaço...

Talvez isso tudo seja despeito, por não existir ninguém no mundo mais sem graça do que eu!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pré-Ocupações

Dentre os muitos defeitos que eu tenho
e que a cada dia descubro
Me percebo uma pessoa que se preocupa demais
com tudo!!!
(contudo...)

Mas o que é essa coisa de se preocupar
senão apenas se pré-ocupar?

A "coisa" ainda nem aconteceu e você já...

Fica tensa, estressada, nervosa,
dá dor de barriga, o cabelo uma bosta!
a cara enche de espinhas
e eu engordo (isso sim acaba comigo!!!)

E tudo isso, antes mesmo da "coisa" acontecer!
... "coisa" que às vezes nem acontece ...

Acho que tá na hora de parar de me pré-ocupar
e começar a apenas me ocupar...

Mas me ocupar?
Quando?
O que?
Mais trabalho?
Mais coisa pra eu fazer?
Tenho que olhar na agenda!
E se não der tempo?
Eu já faço tanta coisa...
Isso vai chocar com o horário de ensaio!
Mas talvez dê pra matar aula...
Não, nessa disciplina não que eu só posso faltar mais meia aula...
Só se eu responder chamada e sair mais cedo...

Aiaiai...

Ja vi que esse negócio de me ocupar vai me dar mais trabalho...
Ai!
Já to preocupada...

sábado, 15 de maio de 2010

***Percurso***

Começou no fusca,
no banco do passageiro, para ser mais exata.

Chegando em casa, foi no sofá...
Mas tinha muita coisa em cima dele, ali não tinha jeito.

Na mesa da sala
Na pia da cozinha
No banheiro
Na cama do meu irmão e na mesinha do computador
No chão do meu quarto
Na cama de baixo e na de cima também

É...
Eu realmente deixo a minha bolsa em qualquer lugar!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Simplório

Tenho às vezes a sensação de não entender as coisas que vejo e ouço.
Parece que faço um esforço imenso para acompanhar determinados raciocínios filosóficos, artísticos e culturais. Discursos literários ou políticos. Músicas contemporâneas e sinfonias de cinco movimentos. Ou ainda, teorias historicamente amparadas...
Acho que estou numa fase de enxergar e conseguir acompanhar apenas as coisas simples e declaradas, aquelas que todos os olhos vêem e que não passam despercebidas por ninguém.
Afinal de contas, quem não se emociona com essas coisas?
Um pôr do sol, quando se está atrasado para um compromisso e parado no meio de um engarrafamento?
Quem não consegue ver que mesmo no meio do asfalto, ainda nascem umas florzinhas pequenas, amarelinhas ou lilás?
Ou ainda, quem não é capaz de esquentar a alma ao olhar nos olhos de um grande amigo de enxergar um brilho (e perceber que ele também enxergou esse mesmo brilho nos seus olhos)?
É, acho que estou mesmo na fase dessas coisas simples e rotineiras...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

as cores

Faz muito tempo que eu não escrevo nada. Estou me forçando!

Aquela mesma menina, há algum tempo não pinta as unhas.
Andava mais apagada do que base fosca.
Parece que tinha tomado um banho de acetona...
Alguma coisa mudou de repente e fez com que ela quisesse pintar as unhas com todas as cores existentes. Com tantas cores que não haveriam dedos suficientes.
Colocara, então, um óculos com lentes coloridas, assim passara a ver o mundo da mesma maneira que sentia o seu ser...
colorido!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Apenas um desabafo

As vezes eu me pergunto o que eu faço nessa maldita dessa terra...
Porque me sinto tão inconformada, tão pequena, tão inútil?
Porque sou tão ruim?
Tenho ciúme, inveja, ira, medos...
Mas acho que o pior dos meus defeitos é falar a verdade...
A verdade que é minha, mesmo sabendo que existem outras...
E se não falo ela me sufoca, me esmaga, me aperta...
As pessoas não aceitam as verdades dos outros...
Preferem belos falsos, sorrisos virtuais e alguém que sempre concorde.
Tenho odiado o meu ultimamente...
Não pintei as unhas essa semana.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

desejos

A mesma moça, cujas unhas outrora foram vermelhas e agora eram de um rosa envelhecido, metálico e delicado, punha-se agora a desejar...

Desejava novos desejos, novos planos, novos sonhos...
Aventuras incessantes...

Desejava cores e linhas e formas e cheiros e sabores...

Desejava gente...
Olhos brilhantes
Sorrisos constantes
E garras e unhas e dedos e pele...

Desejava sons...
Palavras cativantes
Canções dançantes
Tambores retumbantes
Acordes dissonantes

Desejava riscos e risos e viscos e isto e aquilo.

Desejava tudo o que fosse possível desejar dentro daquele peito que cabia o mundo inteiro...

Ah, como ela desejava...
Queria tudo e tanto, que pintou cada unha de uma cor.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A moça das unhas vermelhas (parte 1... se terá outras partes? só Deus sabe!)

Acordou num dia sem compromissos e sem agenda... uma novidade em sua vida carregada, empurrada, levada...
Acordou e olhou para os seus pés. As unhas pintadas de vermelho. Outra novidade... Mas a esta, ja se acostumara e até gostara.
Acordou com aquela senasação de que não cabia em seu corpo. Um corpo não muito pequeno, mas mínimo para tantas dúvidas, vontades e anseios. Alguns sonhos, talvez. Poucos planos e nenhuma certeza.
Levantou sem muita vontade e sem motivo. Num dia como esse, tanto faz ficar na cama, ou levantar-se.
Não estava depressiva. Achava isso uma bobagem... Uma perda de tempo.
Tempo...
Estava passando. E ela, o que fazia?
Estava apenas desmotivada.

Voltou a olhar suas unhas, de um vermelho-sangue-claro, como ela nunca pensara em usar. Aprovou a ousadia. Ao menos uma em sua vida, que embora não fosse pacata, merecia um bocado mais de emoção...

"Quem não tem pra quem se dar, o dia é igual à noite..."

terça-feira, 27 de outubro de 2009

no tempo da escola

Um moleque!
è o que todos diziam...

Ia para a escola esperando o horário da saída, e o relógio parecia parar...
Olhando assim para aqueles ponteiros, não os via se mexer, não via a hora passar e apesar do seu olhar fixo naquele círculo branco com números e ponteiros e pontinhos... Mal percebia sua existência.
Pontos, ponteiros, pontinhos, pautas, partituras...
Sua mente voou...
Pegou então o livro bem à sua frente - matemática ou geografia? nem ao menos parou para saber - e o girou no dedo, como se cada volta que o livro desse representasse uma volta daqueles ponteiros naquele círculo branco pontilhado...
Girava com tanta propriedade aquele livro no seu dedo, que este mais parecia um pandeiro - instrumento tão redondo quanto o relógio e do qual ela tinha muito mais propriedade do que com o livro aberto em sua utilidade usual...
Um pandeiro!
E batucando aquele livro no ritmo de um envolvente samba canção antigo, tocado melodiosamente em sua mente, nem percebeu que em seu delírio tempo-musical-escolar o sinal bateu.
As pessoas ao redor, alheias à delícia musical que estava vivendo - muito mais instrutivas do que números, verbos e provérbios!- olharam com certa curiosidade aquele ser delirante, depois de uma aula inteira de presença ausente.
Quando de repente acordou e num baque certeiro de livros e cadernos se estatelando no chão, percebeu aquelas pessoas à sua volta.
Todos riram e simplesmente disseram àquela garota tão imersa em seu ritmo:

Um moleque!
Simplesmente, um moleque!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

d'Ela

Pela primeira vez não pensou em nada. Nada mesmo!
Uma delícia de loucura quase irresponsável antirealidadedospudorespaternosreligiososquepululamsuamentetododia...
Mas não dessa vez! Não naquela noite.
Tudo convergiu a favor e apenas sentiu e se deixou sentir...
Pele, boca, mãos, cabelos, suor, calor, frio...
Um encaixe quase maquinário, projetado, desenhado na silhueta recortada pela pouca luz de uma janela semi aberta.
O lençol lilás envolvia e amparava os corpos entregues... e as mentes...
Onde estavam???
Vai saber...

domingo, 20 de setembro de 2009

oquêquefica...

Hoje me deu vontade de escrever

Talvez sobre o canto dos pássaros que hoje cantavam mais alegre e vibrantemente do que cantavam ha algum tempo...
Ou talvez eu escreva sobre os carros, que hoje, pareciam de brinquedo numa pista Hot Weels
Ou quem sabe eu escreva das nuvens, mais macias, branquinhas e próximas, como num carrinho de algodão doce que passa na rua de vez em quando...

Queria escrever sobre pele, sabe?
Mais macia do que algodão doce, mais suave que o cantar de um pássaro, mais forte do que um atropelamento, mas machuca muito mais se for de brinquedo...

Não quero escrever sobre trabalho
Nem sobre coisas que me mechucam
Quero apenas externar minha leveza...

E quero ser leve assim todo dia!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ah, as mentiras...

Tudo tem um tempo
Inclusive e principalmente mentiras
Desmentir?
Não é necessário!
A verdade sempre aparece...
Vem de onde nem se espera
Daquele que realmente te conhece

A mentira é uma teia
De uma aranha idiota
Que acaba presa na sua linha
E morre sufocada
Engasgada
Embasbacada no próprio veneno
É lava que sufoca
Que queima o próprio vulcão
No ato da erupção.

O alvo faz juz ao nome
Está no centro
Onde outros tentam acertar
Raros acertam...

Mas o alvo não deixa de ser um prêmio
Uma meta
Quase um sonho de consumo.
Por isso me lisongeio de ser alvo
Não preciso desmentir.

Uma hora, a verdade aparece!
Ah... Aparece!