Tudo tem um tempo
Inclusive e principalmente mentiras
Desmentir?
Não é necessário!
A verdade sempre aparece...
Vem de onde nem se espera
Daquele que realmente te conhece
A mentira é uma teia
De uma aranha idiota
Que acaba presa na sua linha
E morre sufocada
Engasgada
Embasbacada no próprio veneno
É lava que sufoca
Que queima o próprio vulcão
No ato da erupção.
O alvo faz juz ao nome
Está no centro
Onde outros tentam acertar
Raros acertam...
Mas o alvo não deixa de ser um prêmio
Uma meta
Quase um sonho de consumo.
Por isso me lisongeio de ser alvo
Não preciso desmentir.
Uma hora, a verdade aparece!
Ah... Aparece!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Um salto e o escuro
Vento frio
Corre o rio
Pulo o muro
Para trás, risos e lágrimas
Quedam hoje sem dono
E eu vou
E eu vôo
Numa viagem solitária
Sigo, me libertando
Dessa prisão
Imaginária
Levo comigo
apenas meu corpo
Comigo,
nem as lembranças
Estas ficam pelo caminho
Aliviando o peso da bagagem
Diminuindo o pó da estrada
Suavizando o caminho da viagem
Um dia te encontro
Ou você me encontra, sei lá
Mas depois desse salto
Apenas libertar
Uns chamam de fuga
Outros, loucura
Outros ainda, sorte
Chamo apenas: morte.
Vento frio
Corre o rio
Pulo o muro
Para trás, risos e lágrimas
Quedam hoje sem dono
E eu vou
E eu vôo
Numa viagem solitária
Sigo, me libertando
Dessa prisão
Imaginária
Levo comigo
apenas meu corpo
Comigo,
nem as lembranças
Estas ficam pelo caminho
Aliviando o peso da bagagem
Diminuindo o pó da estrada
Suavizando o caminho da viagem
Um dia te encontro
Ou você me encontra, sei lá
Mas depois desse salto
Apenas libertar
Uns chamam de fuga
Outros, loucura
Outros ainda, sorte
Chamo apenas: morte.
Para alguém que decidiu saltar...
Queria apenas entender suas razões...
domingo, 24 de maio de 2009
(EM CONSTRUÇÃO) Desculpe-nos o trantorno... estamos trabalhando...
AAAAAhhhhhhhhhhh...
um grito seguido de silêncio.
um silêncio frio... cortante...
um silêncio ensurdecedor!
aquela angústia entrecortada de tristeza, sob uma capa de alegria e falsidade.
o peito tão frio quanto aquela cerveja numa noite de inverno.
quanta coisa, meu Deus! quanta coisa...
a lágrima quente escorrega na face gelada como se fosse um tobogã...
alheia ao motivo de ela estar ali, não se importa, e continua a descer, queimando a tês machucada pelo cansaço, quase se divertindo...
ao encontrar a boca, se dissipa num meio sorriso, e é engolida com um quase prazer...
aquela dor que se confunde e se difarça num cansaço... numa coisa qualquer que me esconda de mim mesma e me omita aquilo que só eu enchergo em mim...
um grito seguido de silêncio.
um silêncio frio... cortante...
um silêncio ensurdecedor!
aquela angústia entrecortada de tristeza, sob uma capa de alegria e falsidade.
o peito tão frio quanto aquela cerveja numa noite de inverno.
quanta coisa, meu Deus! quanta coisa...
a lágrima quente escorrega na face gelada como se fosse um tobogã...
alheia ao motivo de ela estar ali, não se importa, e continua a descer, queimando a tês machucada pelo cansaço, quase se divertindo...
ao encontrar a boca, se dissipa num meio sorriso, e é engolida com um quase prazer...
aquela dor que se confunde e se difarça num cansaço... numa coisa qualquer que me esconda de mim mesma e me omita aquilo que só eu enchergo em mim...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
(Ex)PrEsSa
fala sem palavras e encherga mais do que o alcance das próprias pupilas
tem a pressa do tempo de outros
tem a vida e a alegria que já se foram
sem nostalgias ou saudosismos
é a lembrança dos sonhos com o futuro
são palavras que dizem
assim, quase sem querer
num diz-que-me-diz que quase não diz
e precisa?
é o toque que arrepia os pêlos pela pele onde passa
e pulsa...
e pára.
é um relógio antigo a soar o tempo com as notas da lembrança
um piano de cauda correndo atrás de um metrônomo descompassado
são corpos que passam, tranpassam, perpassam, ultrapassam
quase não páram... correm.
mas não se vêem... não se tocam... não se acolhem...
são pessoas sem nomes
beijos sem rostos
abraços sem peitos
são imagens e palavras
pincéis e tintas... são cores!
e azul... e vermelho... e lilás.
e li-las...
tem a pressa do tempo de outros
tem a vida e a alegria que já se foram
sem nostalgias ou saudosismos
é a lembrança dos sonhos com o futuro
são palavras que dizem
assim, quase sem querer
num diz-que-me-diz que quase não diz
e precisa?
é o toque que arrepia os pêlos pela pele onde passa
e pulsa...
e pára.
é um relógio antigo a soar o tempo com as notas da lembrança
um piano de cauda correndo atrás de um metrônomo descompassado
são corpos que passam, tranpassam, perpassam, ultrapassam
quase não páram... correm.
mas não se vêem... não se tocam... não se acolhem...
são pessoas sem nomes
beijos sem rostos
abraços sem peitos
são imagens e palavras
pincéis e tintas... são cores!
e azul... e vermelho... e lilás.
e li-las...
quarta-feira, 25 de março de 2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
O AMOR... A o quê?
parece que as pessoas já não acreditam mais no amor.
sei lá, parece brega, paia, piegas falar disso.
pior que falar é acreditar nele...
ansiar por ele...
percebo que o amor se resumiu ao sexo.
as amigas já não perguntam às outras se o namoradoé romântico, carinhoso ou etc... a pergunta básica é: "ele é bom de cama?" (namorado, quando ainda se tem um pouco de sentimento... mas também pode ser ficante, amante, peguete, affaire...)
o que faz as pessoas se aproximarem e quererem estar juntas, não é mais um sentimento.
é, sim, uma sensação: o tesão.
ou os sentidos, como a visão ("cara, essa aí é mó gostosa!"), o tato ("muito facinha").
isso não é uma crítica ao sexo, de forma alguma!
mas é estranho pensar no sexo como "uma troca justa".
anh?!
isso mesmo!
conversando com uma amiga, foi isso que eu ouvi: "Ah, Má, só dei pra ele porque eu tava ha muito tempo sem dar. Foi sexo por sexo. Uma troca justa."
socorro!
tá bom, também não sou uma princesinha presa na torre esperando o príncipe encantado num cavalo branco.
o cavalo pode ser marrom...
mas falando sério, não entendo uma pessoa se entregar à outra(s) sem rolar aquele carinho gostoso...
o que será mais descartável, os sentimentos ou as pessoas, nessas histórias?
talvez, por pensar assim, que eu ainda estaja sozinha.
eu sei disso.
mas o que posso fazer, se gosto de me apaixonar?
gosto de me permitir.
e isso não significa me dar, (ou melhor, me emprestar, nesses casos) pra uma pessoa (ou mais, dependendo do gosto) a cada dia...
acho que estou velha...
sei lá, parece brega, paia, piegas falar disso.
pior que falar é acreditar nele...
ansiar por ele...
percebo que o amor se resumiu ao sexo.
as amigas já não perguntam às outras se o namoradoé romântico, carinhoso ou etc... a pergunta básica é: "ele é bom de cama?" (namorado, quando ainda se tem um pouco de sentimento... mas também pode ser ficante, amante, peguete, affaire...)
o que faz as pessoas se aproximarem e quererem estar juntas, não é mais um sentimento.
é, sim, uma sensação: o tesão.
ou os sentidos, como a visão ("cara, essa aí é mó gostosa!"), o tato ("muito facinha").
isso não é uma crítica ao sexo, de forma alguma!
mas é estranho pensar no sexo como "uma troca justa".
anh?!
isso mesmo!
conversando com uma amiga, foi isso que eu ouvi: "Ah, Má, só dei pra ele porque eu tava ha muito tempo sem dar. Foi sexo por sexo. Uma troca justa."
socorro!
tá bom, também não sou uma princesinha presa na torre esperando o príncipe encantado num cavalo branco.
o cavalo pode ser marrom...
mas falando sério, não entendo uma pessoa se entregar à outra(s) sem rolar aquele carinho gostoso...
o que será mais descartável, os sentimentos ou as pessoas, nessas histórias?
talvez, por pensar assim, que eu ainda estaja sozinha.
eu sei disso.
mas o que posso fazer, se gosto de me apaixonar?
gosto de me permitir.
e isso não significa me dar, (ou melhor, me emprestar, nesses casos) pra uma pessoa (ou mais, dependendo do gosto) a cada dia...
acho que estou velha...
por favor, um copo d'água pra ajudar na digestão!
estou engasgada. acho que alguma coisa parou na minha garganta. não sei se foi uma resposta mal dada que ficou intalada e não saiu (e nem entrou direito), um sonho enfarinhado que tá precisando de um gole d'água pra ajudar a digerir ou um sentimento mal-passado que resolveu não descer.
é. acho que ando me alimentando mal. com essa minha gula antropofágica, ando comendo coisas estragadas. ou talvez o problema seja comigo mesmo... meu sistema não está mais conseguindo digerir com a mesma voracidade da minha fome. bulimia, nessas horas, faz até bem. mas detesto vomitar. por isso vou engolindo tudo o que me enfiam goela abaixo, sem nem, às vezes, mastigar. entre sapos e sonhos que tenho engolido, o que mais tenho sido obrigada a mastigar é o meu orgulho. mas esse é pior que carne de pescoço.
o pior de tudo são essas azias...
é. acho que ando me alimentando mal. com essa minha gula antropofágica, ando comendo coisas estragadas. ou talvez o problema seja comigo mesmo... meu sistema não está mais conseguindo digerir com a mesma voracidade da minha fome. bulimia, nessas horas, faz até bem. mas detesto vomitar. por isso vou engolindo tudo o que me enfiam goela abaixo, sem nem, às vezes, mastigar. entre sapos e sonhos que tenho engolido, o que mais tenho sido obrigada a mastigar é o meu orgulho. mas esse é pior que carne de pescoço.
o pior de tudo são essas azias...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
do alto
Passeando com meu galã, (para quem não o conhece, galã é o meu fusquinha bege) no final daquela tarde amarelada de primavera, eu o vi.
Ele estava lá, parado, só olhando o movimento do trânsito e das pessoas que transitavam mais mecânicas que os automóveis.
Indiferente a tudo e a todos, olhava de cima, e até arriscava cantarolar umas notas musicais, sem se importar com o caos estabelecido ante seus olhos.
Da mesma forma que parecia não se importar com as pessoas, quase ninguém o percebeu ali, apenas eu, que me peguei invejado-o.
Eu, que estava correndo contra o relógio e contra o próprio Tempo, o mirava...
E ele ali, naquela calma, naquela paz...
Ah, passarinho, como eu queria ter suas asas e estar aí no seu lugar!
Aí, no alto do fio elétrico, podendo ver a cidade de cima sem necessidade de ser parte dela...
Ele estava lá, parado, só olhando o movimento do trânsito e das pessoas que transitavam mais mecânicas que os automóveis.
Indiferente a tudo e a todos, olhava de cima, e até arriscava cantarolar umas notas musicais, sem se importar com o caos estabelecido ante seus olhos.
Da mesma forma que parecia não se importar com as pessoas, quase ninguém o percebeu ali, apenas eu, que me peguei invejado-o.
Eu, que estava correndo contra o relógio e contra o próprio Tempo, o mirava...
E ele ali, naquela calma, naquela paz...
Ah, passarinho, como eu queria ter suas asas e estar aí no seu lugar!
Aí, no alto do fio elétrico, podendo ver a cidade de cima sem necessidade de ser parte dela...
olhos
Outro dia me disseram que eu tenho olhos de quem procura
De quem está sempre procurando alguma coisa
É, acho que sigo mesmo numa busca
Uma busca tão intensa e que me toma tão profundamente
Que me obstina e me cega
Que ainda não sei o que busco
Busco o que buscar, acho que é isso!
Quero tudo e tanta coisa, que não sei o que querer
Amo tanto e tão intensamente, que desacredito no amor
Sigo por um caminho com várias ramificações
E estou tão perdida, que tento seguir por todas ao mesmo tempo...
De quem está sempre procurando alguma coisa
É, acho que sigo mesmo numa busca
Uma busca tão intensa e que me toma tão profundamente
Que me obstina e me cega
Que ainda não sei o que busco
Busco o que buscar, acho que é isso!
Quero tudo e tanta coisa, que não sei o que querer
Amo tanto e tão intensamente, que desacredito no amor
Sigo por um caminho com várias ramificações
E estou tão perdida, que tento seguir por todas ao mesmo tempo...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Meus Reflexos no Espectro de Clarisse
Ai que vontade de voltar a ser minha
Dona das minhas vontades e das minhas paixões
Que vontade de voar
Alçar vôos longos e alcançar outros mundos
De sair do meu mundinho de faz de conta
"Faz de conta que ela era uma princesa azul
Faz de conta que ela amava e era amada
Faz de conta que não precisava morrer de saudade
Faz de conta que vivia..."
Faz de conta que voava
Mas tenho as asas quebradas
"E estou cansada
Não suporto mais a rotina de me ser"
Nada acontece e tudo ao mesmo tempo
Queria ser dona do meu tempo
Ajustar ao meu relógio
O tempo dos meus sonhos
Para que o despertador não me acorde mais
antes de acontecer o ansiado
ou depois que de acontecida a decepção
Mas ainda sonho
"Faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo
pois viver afinal não passava de se aproximar
cada vez mais da morte"
Ah, como eu queria morrer só um pouquinho
pois dormir já não descansa mais
"Não se assustem, morrer é um instante,
passa logo, eu sei"
E como eu sei...
Pois eu me morro "simbolicamente todos os dias"
Ah que vontade de adocicar minhas ilusões
com o melado daquilo que é inconsciente
Que adocica e venda e impede
Impede aquilo que me impede de iludir-me total e cegamente.
"Ah que vontade de alegria.
Estou agora me esforçando para rir em grande gargalhada.
Mas não sei porque não rio."
Talvez porque tenho sono
E meu corpo quase ja não me responde.
Talvez eu sonhe esta noite
E num desses sonhos perceba que a minha vida está mudada.
E eu acorde grávida!
"Uma pessoa grávida de futuro."
E de caminhos, e de estradas, e de sonhos...
Uma pessoa grávida de desejo!
"Ela sabia o que era o desejo - embora não soubesse que sabia.
Era assim: ficava faminta mas não de comida,
era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre
e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço.
(...)
Tudo de repente era muito e muito
e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar.
Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria."
"E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa.
Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. "
Inserção de fragmentos tirados de "Espectro de Clarisse", roteiro teatral que se baseia no texto "A Hora da Estrela" e na biografia da autora Clarisse Lispector.
Dona das minhas vontades e das minhas paixões
Que vontade de voar
Alçar vôos longos e alcançar outros mundos
De sair do meu mundinho de faz de conta
"Faz de conta que ela era uma princesa azul
Faz de conta que ela amava e era amada
Faz de conta que não precisava morrer de saudade
Faz de conta que vivia..."
Faz de conta que voava
Mas tenho as asas quebradas
"E estou cansada
Não suporto mais a rotina de me ser"
Nada acontece e tudo ao mesmo tempo
Queria ser dona do meu tempo
Ajustar ao meu relógio
O tempo dos meus sonhos
Para que o despertador não me acorde mais
antes de acontecer o ansiado
ou depois que de acontecida a decepção
Mas ainda sonho
"Faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo
pois viver afinal não passava de se aproximar
cada vez mais da morte"
Ah, como eu queria morrer só um pouquinho
pois dormir já não descansa mais
"Não se assustem, morrer é um instante,
passa logo, eu sei"
E como eu sei...
Pois eu me morro "simbolicamente todos os dias"
Ah que vontade de adocicar minhas ilusões
com o melado daquilo que é inconsciente
Que adocica e venda e impede
Impede aquilo que me impede de iludir-me total e cegamente.
"Ah que vontade de alegria.
Estou agora me esforçando para rir em grande gargalhada.
Mas não sei porque não rio."
Talvez porque tenho sono
E meu corpo quase ja não me responde.
Talvez eu sonhe esta noite
E num desses sonhos perceba que a minha vida está mudada.
E eu acorde grávida!
"Uma pessoa grávida de futuro."
E de caminhos, e de estradas, e de sonhos...
Uma pessoa grávida de desejo!
"Ela sabia o que era o desejo - embora não soubesse que sabia.
Era assim: ficava faminta mas não de comida,
era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre
e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço.
(...)
Tudo de repente era muito e muito
e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar.
Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria."
"E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa.
Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. "
Inserção de fragmentos tirados de "Espectro de Clarisse", roteiro teatral que se baseia no texto "A Hora da Estrela" e na biografia da autora Clarisse Lispector.
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