sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Do meu corpo ... Ao meu travesseiro

Queria hoje falar de sonhos...
Daqueles "sonhos mais lindos" que a gente tem quando dorme, sabe?!
Mas já não sonho...
Praticamente não durmo...
Me morro um pouquinho a cada noite
E revivo ao amanhecer como se a noite ainda nem tivesse chegado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Entre as linhas
Sigo
Pelo vidro
Vejo
O que guia
Giro
O volante...

Encaixotado
Roda gigante
Amedrontado
Montanha russa

Roleta russa
Suicido!
Sinal vermelho...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Enquanto tiver cavalo...

Eu queria não nascer
Não parir esta personalidade
Não ter que ser eu ou não ter um eu para ter que ser

Queria morrer só um pouquinho
Porque dormir já não descansa

Queria aceitar as coisas e as pessoas como elas são
E assim seguir remando a favor da maré
[Tão mais fácil...]

De que me serve toda esta inquietude?
Toda esta vontade?

Personalidade... Consciência... Opinião...
Virtudes descartáveis para uma vida saudável nas atuais circunstâncias.

Todos os meus heróis já quebraram...
Talvez fossem de barro, como santos de altar...
[Frágeis...]

A utilidade das pessoas se mede mesmo, não pelos heróis que porventuram possam se tornar, mas pela quantidade de "São Jorge" que elas conseguem carregar no lombo.
[E, modéstia a parte, já estou tão craque nisso que já faço até malabares com os santinhos!]

E viva a humanidade cada dia mais eqüínea!
Um viva a todas nós!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Tês

O tilintar da taça. Lá dentro, um timbre tenor que transitava entre tenso e tenaz. Distante. Aos poucos sua tez, de contornos tristes, empalideceu. Tornou-se tétrica. Destacou-se entre os tetos tersos. Ao vê-lo entrar, tacou-lhe um beijo tépido. Tímido na tentativa de tornar tenro aquele afago temporão, beijou-a como um tolo. Ainda por muito tempo. Tirou o terno, tacando-o na estante de madeira tosca e tocou sua tez, agora de um tom tão rubro quanto tomate. Arredia e custosa, tolheu o seu toque, tentando conter a tontura e a temperatura de seu corpo que agora transformara-se numa tocha acesa. Tanto tormento não iria terminar? E se talvez... Era uma tolice. Uma grande tolice! Tentou conter-se, manter toda a compostura. Mas aquele toque... Aquele toque tranformou todo seu tino num turbilhão a atropelar-lhe o juízo. Era tarde. Entregou-se a ele como um títere. E ele a tomou como a um topázio. Ela deixou-se recostar em seu tórax destacando, entre seu porte de touro, seus contornos torneados. Estava entregue. Enredada como numa teia a qual não tentava mais transpôr. E todo aquele temor de sentir-se torpe, tornou-se neste momento um único torpor. Nada mais a lhe torturar. Nenhuma palavra para traduzir tudo o que transcorrera até aquele momento. O tempo não mais existia.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Inverno nas ladeiras

"Descendo a rua da ladeira, só quem viu que pode contar."
As pernas bambas e o nariz vermelho no vento frio. Cortante.
A respiração meio ofegante. Boca seca.

"Cheirando a flor de laranjeira Sá Marina vem pra dançar."
Escolheu a melhor pedra pra se equilibrar
Para sambar a vontade e de mente aberta... vazia.
Embebedada ao som de samba
Embriagada pela melodia regada
"Roda pela vida afora. Põe pra fora essa alegria"
Comemora. Ri e chora.
Uma brincante no meio da rua
Também amante à luz da lua.
Vai pra casa trazendo consigo o sol...
"Dança que amanhece o dia pra se cantar."
A voz rouca e a cabeça louca
A direção já não importa mais
"Dança 'com' essa gente aflita, se agita..."
E se encanta com tantos olhares
Que acompanham ou não o seu passo
Que se perdem e se encontram
E se mostram e se escondem
"Mostra toda essa poesia no olhar"
Revelado nas fotografias
Os ângulos e as poses
Os dias e as noites.
"Deixando os versos na partida
E só cantigas pra se cantar
Naquela tarde de domingo"
Se foi, mas com vontade de ficar!
(inserções de fragmentos da música Sá Marina de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Se Deus é uma invenção,

O amor também o é.

Este porém, das duas,

é a mais cruel...



Feliz dia dos...
...recalcados!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Momentos...

Hoje li um texto que me fez sentir vontade de voltar a escrever...
Falava sobre o tempo...
O quanto dura um instante.
Falava sobre o coração...
Com seus momentos fugidios e efêmeros para uns...
muitas vezes eternos e intensos para outros...

Os momentos... Ah, os momentos!
Sou cheia deles...
Sou feita deles...
Alguns destes, criados, aumentados, reforçados pela minha imaginação.
Podem ter durado um dia... uma hora... um minuto...
Mas dentro de mim reverberam uma vida!

E... neste momento de instante vazio...
Meu coração anseia a chegada de uma nova ilusão!

"...e o meu coração vagabundo
quer guardar o mundo em mim..."

(obrigada menina Dori pelo momento de inspiração.)

quinta-feira, 5 de junho de 2008


Mar...

a bailar...

...ina...



Marinaabailar...

...abailarina

...amar...

...marabailar

Marinaabailarina.

Marina

domingo, 25 de maio de 2008

............................TÃO.......................
.......................................D..............d.
..D...Dd.......ddddd............dddi.........
dididi...di..diiii.........dif...f....dif..dif
ffffff.....fffi...diffffi........difi....difi......
...difi.......fidifi....s...difisss.......difiss
ssssci.........difififisssci...difíci...ci....
ci...iu...il........difíssssiiuuulll...........
...........difícilllll.....difícil..................


Nossa!


...........TÃO DIFÍCIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sancho Pansa para Quixote...

Escrevo ao meu fiel companheiro,
meu Quixote predileto,
aquele que enfrenta os moinhos de vento ao meu lado, me ajudando e me defendendo dos leões, geralmente criados pela minha imaginação pulsante e voadora, com seu realismo seco e as vezes sádico.
Não, não sou o Quixote, sou o Sancho mesmo...
Acho que combino mais com o "Pança"...
Loucos, somos os dois!
Então não importa quem é quem, nessa metáfora cervantesca.
Nossa loucura vai além de deitarmos num gramado e devaneamos nossas inquietudes pululantes sobre a noite, o céu, a lua e a sua áurea, com uma festa de psicodelia acontecendo simulatanemente a menos de dez metros de nós.
Aí tive ainda mais certeza dos elos que nos unem.
Você, um fiel escudeiro a quem faço questão de carregar a tiracolo, me prova a cada dia seu valor na minha jornada.
Uma enciclopédia humana, que dispensa os rodeios e redundâncias chatas e costumeiras das enciclopédias comuns.
Um divã, onde não me deito, mas confesso meus temores, meus sonhos, minhas ânsias e angústias...
Um anjo, sem cachinhos (e quase sem cabelo), que vela meu sono, esperando-me recuperar a condição de dirigir.
Um artista, com quem gosto de trocar e adquirir novas experiências.
Um beberrão, companheiro de todos os copos, latas, taças, tulipas, cuias, cabaças...
Um músico, literato, filósofo, psicólogo, louco e lúcido.
Antagônico, paradoxal, mas nunca contradicente.
Um amigo, daqueles que a gente confia tanto que acaba esquecendo que ele é homem (e que por sinal, ficou muito bravo quando o contei que quase o considerava assexuado)...
Quixote querido, quero continuar sempre como seu Sancho Pança, parceiro e partner, enfrentando quantos gigantes, dragões e moinhos aparecerem.
Obrigada!

Do Sancho Pança, amigo fiel e relapso.

Homenagem a um grande amigo, que apesar do nome vindo diretamente dos filems de terror, será sempre muito mais poético no meu bem querer.