Queria ter o dom de escrever
Se o tivesse, escreveria sobre coisas bonitas
Como um gramado coberto de paina e orvalho
Numa madrugada bonita em Brasília
Lembrando neve em pleno planalto, num clima tropical.
Queria ter o dom de escrever
Para poder registrar no papel
Esse aperto com que sinto no peito, com a mesma intensidade que o sinto
Para poder falar da beleza de cada olhar
E o brilho de cada sorriso.
Ah, como eu queria ter o dom de escrever
Para poder falar de carinho
Para poder falar de admiração
Para poder falar da ARTE
Para poder falar de festa
Para poder falar de pessoas
Para poder falar de tristezas e algrias.
Ah, como eu queria ter o dom de escrever...
Ah, como eu queria ter o dom de...
Ah, como eu queria ter o dom...
Ah, como eu queria ter...
Ah, como eu queria...
Ah, como eu...
Ah, como...
Ah...
Homenagem aos meus antigos e novos amigos da capital federal, no dia do aniversário de Bresília.
(Escrito no aeroporto de Brasília em 31/08/2005,
na volta pra casa da III Edição do Festival de Teatro Brasileiro/Cena Mineira.)
Quanta saudade...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
M ... a esperar ... M
Eu a vi.
Ela estava lá. Sentada. Sozinha.
A esperar...
Como é bonita!
Roupa de listras e maquiagem bem feita.
Tem estilo, a garota.
Os cabelos longos e escorridos emolduravam-lhe a face e os ombros.
Como doeu-me vê-la ali
A esperar...
Naquela tarde ensolarada
Bem no meio da semana:
Quarta-feira
Dia que outrora fora meu...
Fui embora antes de ver sua espera ser saciada por aquele a quem EU tanto esperei.
Sem saciar-me.
Entre esperas e (des)encontros...
Já não espero mais.
Ela estava lá. Sentada. Sozinha.
A esperar...
Como é bonita!
Roupa de listras e maquiagem bem feita.
Tem estilo, a garota.
Os cabelos longos e escorridos emolduravam-lhe a face e os ombros.
Como doeu-me vê-la ali
A esperar...
Naquela tarde ensolarada
Bem no meio da semana:
Quarta-feira
Dia que outrora fora meu...
Fui embora antes de ver sua espera ser saciada por aquele a quem EU tanto esperei.
Sem saciar-me.
Entre esperas e (des)encontros...
Já não espero mais.
sábado, 12 de abril de 2008
Em Si No Samba
A banda toca agora os primeiros lamentos de um samba-canção, daqueles tão sofridos e tristes. O choro da cuíca se mistura aos soluços e suspiros da menina que se levanta e põe-se a dançar.
Ele a olhou dançar a certa distância seguindo o frio que esmorecia na lata gelada...
[Solidão é lava que cobre tudo...]
Aos poucos, vai-se permitindo embalar pelos acordes suaves da música. Identificando-se com a letra, ou nem prestando atenção, vai rodando melodiosamente por aquele salão que parece gigantesco, para se dançar sozinha.
[Solidão é lava que cobre tudo...] Imaginou porque rodava sozinha, se tão bela.. se tão graciosa.. se tão digna de atenção que deveria ali haver uma platéia tão digna dela...
[Amargura em minha boca...]
A saia rodada se levanta aos poucos, a cada volta que a menina dava, deixando aparecer os joelhos, um pouco frouxos pelo efeito do drink que ainda segurava e lhe amargava as papilas.
[Amargura em minha boca...] Bebeu da cerveja amarga, deixando-se encantar pelo rodopiar das saias que mantinhas suas idéias bailando...
[Solidão palavra cravada no coração...]
O peito cheio de sensações misturadas. Sentimentos confusos e esperanças adiadas. O corpo, embalado pelo tuc tuc do pandeiro, se recusava a responder a qualquer um desses sentimentos. Apenas a música lhe movia neste momento.
[Solidão palavra cravada no coração..] Percebia que o salão esvaziava, mas ele estava agora hipnotizado por aquela dança. Pela sintonia entre os descompassos dela e daquele samba.. uma trama sedutora certamente...
[Resignado e mudo...]
Aos poucos o salão foi-se esvaziando, e as pessoas, a esta altura já meio bêbadas, espantavam-se ao ver a moça que ainda rodava, cada vez mais solitária naquele salão.
[Resignado e mudo...] Mas ele preferia apenas assistir. Fora uma longa noite de longas histórias e a satisfação de contemplar uma musa dançante era melhor que cerveja.. que alívio.. era melhor que falar...
[No compasso da desilusão...]
Um ou dois homens tentaram lhe fazer companhia. Talvez por pena, ou porque interessaram-se por ela, que afinal, não era uma moça feia. Ela recusou. Aquela noite seria dela. Somente dela e de mais ninguém. Já gastara tantas noites com outras pessoas...
[No compasso da desilusão...] Viu os outros homens, que ao contrário dele não conseguiram conter a líbido ou a piedade e dela se aproximaram.. sendo rechaçados.. ele bem sabia.. ela estava ali para ser estrela e não constelação...
[Danço eu, dança você, na dança da solidão...]
A banda parou. Ela parou de dançar, buscou sua bolsa e comprou uma bebida mais. Bebeu sozinha, quando as luzes já começavam a se apagar. Pegou um taxi e foi pra casa com a sensação de que ganhara a si mesma naquela noite...
[Danço eu, dança você, na dança da solidão...] A banda parou. Ela parou. Foi até o balcão e tomou uma última bebida antes de ir-se em um táxi. Ele sorriu. Acendeu um cigarro e foi ver mais uma estrela nascer na praia...
***Os trechos azuis chegaram depois, mas só fizeram acrescentar, vindos diretamente das mãos sensibilíssimas de um cara que tô conhecendo agora, mas que tem o dom de usar as palavras. E Salve Jorge!!! Muito obrigada pelas suas palavras!!!***
Ele a olhou dançar a certa distância seguindo o frio que esmorecia na lata gelada...
[Solidão é lava que cobre tudo...]
Aos poucos, vai-se permitindo embalar pelos acordes suaves da música. Identificando-se com a letra, ou nem prestando atenção, vai rodando melodiosamente por aquele salão que parece gigantesco, para se dançar sozinha.
[Solidão é lava que cobre tudo...] Imaginou porque rodava sozinha, se tão bela.. se tão graciosa.. se tão digna de atenção que deveria ali haver uma platéia tão digna dela...
[Amargura em minha boca...]
A saia rodada se levanta aos poucos, a cada volta que a menina dava, deixando aparecer os joelhos, um pouco frouxos pelo efeito do drink que ainda segurava e lhe amargava as papilas.
[Amargura em minha boca...] Bebeu da cerveja amarga, deixando-se encantar pelo rodopiar das saias que mantinhas suas idéias bailando...
[Solidão palavra cravada no coração...]
O peito cheio de sensações misturadas. Sentimentos confusos e esperanças adiadas. O corpo, embalado pelo tuc tuc do pandeiro, se recusava a responder a qualquer um desses sentimentos. Apenas a música lhe movia neste momento.
[Solidão palavra cravada no coração..] Percebia que o salão esvaziava, mas ele estava agora hipnotizado por aquela dança. Pela sintonia entre os descompassos dela e daquele samba.. uma trama sedutora certamente...
[Resignado e mudo...]
Aos poucos o salão foi-se esvaziando, e as pessoas, a esta altura já meio bêbadas, espantavam-se ao ver a moça que ainda rodava, cada vez mais solitária naquele salão.
[Resignado e mudo...] Mas ele preferia apenas assistir. Fora uma longa noite de longas histórias e a satisfação de contemplar uma musa dançante era melhor que cerveja.. que alívio.. era melhor que falar...
[No compasso da desilusão...]
Um ou dois homens tentaram lhe fazer companhia. Talvez por pena, ou porque interessaram-se por ela, que afinal, não era uma moça feia. Ela recusou. Aquela noite seria dela. Somente dela e de mais ninguém. Já gastara tantas noites com outras pessoas...
[No compasso da desilusão...] Viu os outros homens, que ao contrário dele não conseguiram conter a líbido ou a piedade e dela se aproximaram.. sendo rechaçados.. ele bem sabia.. ela estava ali para ser estrela e não constelação...
[Danço eu, dança você, na dança da solidão...]
A banda parou. Ela parou de dançar, buscou sua bolsa e comprou uma bebida mais. Bebeu sozinha, quando as luzes já começavam a se apagar. Pegou um taxi e foi pra casa com a sensação de que ganhara a si mesma naquela noite...
[Danço eu, dança você, na dança da solidão...] A banda parou. Ela parou. Foi até o balcão e tomou uma última bebida antes de ir-se em um táxi. Ele sorriu. Acendeu um cigarro e foi ver mais uma estrela nascer na praia...
***Os trechos azuis chegaram depois, mas só fizeram acrescentar, vindos diretamente das mãos sensibilíssimas de um cara que tô conhecendo agora, mas que tem o dom de usar as palavras. E Salve Jorge!!! Muito obrigada pelas suas palavras!!!***
Soltos
Acordei ao meio dia ainda sonolenta. Não, não bêbada. Apenas sonolenta. Acho que "rebater" me fez bem.
Voltei a dormir às 3 da tarde.
Nas poucas horas que estive acordada mil coisas passaram pela minha cabeça, sem fazerem pouso certeiro. Uma ou outra me pegou, como se fizesse um pouso forçado, causando até um certo estrago que, felizmente, acho, meu estado etéreo e sonolento não me permitiu sentir na hora.
O quarto está uma bagunça, quase não me cabe, assim como meu corpo.
Cheguei em casa, olhei-me no espelho. Não me vi. Apenas cabelos. Meus cabelos desgrenhados, emaranhados, descompassados assim como o meu andar alcoolizado, escondiam meus olhos vermelhos. Sabe-se lá se pela bebida ou pelos fantasmas que insistiram em rondar-me, tão logo abandonei aquela confusão.
Desapego. Palavra que já me rodeava durante o dia e se tornou incisiva durante a noite. Durante meu pesadelo que nem mesmo me diz respeito. Acordei suada.
Alguns olhares e bocas me fizeram perder a modéstia e me achar bonita por algumas horas. Descabelada, com a mesma roupa do dia e sem maquiagem. Me senti bonita. Me senti bem. Bem não, boa. Ou melhor, ótima! Sensação que passou junto com o efeito do álcool.
Línguas emboladas. Literalmente!
Além das bocas, nada mais se toca.
Se toca! Te olho por cima do ombro de quem me beija o pescoço. Não. Não do mesmo jeito e com a mesma vontade de antes. A senação agora é outra. A outra. Foi bom vê-los.
Me despeço levando algo seu. Não. Nada de romantismos. Apenas a sua blusa. Devolvo na segunda. Volto a desapegar...
Para que não se acovarde:
"O 'não' são para pessoas menos covardes do que eu..."
Apenas para não ME deixar esquecer.
EU não sou covarde!
Sábado a noite.
Vou trabalhar.
* Após visitar o Daniel, em sua VELHA CASA, me pegar pensando DE NOITE NA CAMA, como a Thais e de sentir o meu PESAR DE ALMA com o Ziggy. Só assim para conseguir escrever alguma coisa. *
Voltei a dormir às 3 da tarde.
Nas poucas horas que estive acordada mil coisas passaram pela minha cabeça, sem fazerem pouso certeiro. Uma ou outra me pegou, como se fizesse um pouso forçado, causando até um certo estrago que, felizmente, acho, meu estado etéreo e sonolento não me permitiu sentir na hora.
O quarto está uma bagunça, quase não me cabe, assim como meu corpo.
Cheguei em casa, olhei-me no espelho. Não me vi. Apenas cabelos. Meus cabelos desgrenhados, emaranhados, descompassados assim como o meu andar alcoolizado, escondiam meus olhos vermelhos. Sabe-se lá se pela bebida ou pelos fantasmas que insistiram em rondar-me, tão logo abandonei aquela confusão.
Desapego. Palavra que já me rodeava durante o dia e se tornou incisiva durante a noite. Durante meu pesadelo que nem mesmo me diz respeito. Acordei suada.
Alguns olhares e bocas me fizeram perder a modéstia e me achar bonita por algumas horas. Descabelada, com a mesma roupa do dia e sem maquiagem. Me senti bonita. Me senti bem. Bem não, boa. Ou melhor, ótima! Sensação que passou junto com o efeito do álcool.
Línguas emboladas. Literalmente!
Além das bocas, nada mais se toca.
Se toca! Te olho por cima do ombro de quem me beija o pescoço. Não. Não do mesmo jeito e com a mesma vontade de antes. A senação agora é outra. A outra. Foi bom vê-los.
Me despeço levando algo seu. Não. Nada de romantismos. Apenas a sua blusa. Devolvo na segunda. Volto a desapegar...
Para que não se acovarde:
"O 'não' são para pessoas menos covardes do que eu..."
Apenas para não ME deixar esquecer.
EU não sou covarde!
Sábado a noite.
Vou trabalhar.
* Após visitar o Daniel, em sua VELHA CASA, me pegar pensando DE NOITE NA CAMA, como a Thais e de sentir o meu PESAR DE ALMA com o Ziggy. Só assim para conseguir escrever alguma coisa. *
terça-feira, 1 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Tudo é Jazz
Durante boa parte da minha vida acreditei que Jazz era uma dança. Isso mesmo, uma dança que pratiquei quando criança e que agora, depois de velha, resolvi me arriscar de novo.
Jazz, pra mim, sempre foi uma espécie de balé mais livre, mais
rápido e vigoroso, que pode ter coreografia com qualquer tipo de música. É uma dança muito precisa, onde a gente tem que ter força no abdômen, equilíbrio e puxar pontinha de pé, como no clássico (não música clássica, mas balé clássico).Um dia me disseram que Jazz era um estilo musical. Aquele que eu, na minha vasta ignorância, sempre achei que era a mesma coisa de Blues (que não é a cor, mas a música).
Resolvi, então, procurar saber o que era esse tal de Jazz - a música, não a dança - e me deparei com outras dificuldades: bee bop, free jazz, cool jazz... (depois dizem por aí da liberdade do Jazz... tá legal...)
Bom, achei comunidades de Jazz e até um blog só de Jazz. Essas virtualidades são ótimas, às vezes... Alguns desses colegas virtuais me ajudaram tentando explicar cada um desses detalhes Jazzísticos.
Então aí vai o que eu aprendi!
Bee bop (ou seria Bep Bop? Quem souber, pode responder!) - dizem que são harmonias mais dissonantes e mais complexas, geralmente notas em fusas e semifusas. Eu que já tô ficando confusa! Mas vamos lá!
Passemos então ao Cool Jazz (legal o nome, né?) - surgiu no final da década de 40 como reação ao bep bop (achei assim mais bonitinho...) e se caracteriza por notas mais suaves e prolongadas. Acho que o que está se prolongando são essas explicações... Mas vamos continuar, só falta mais uma.
Finalmente o Free Jazz, nascido no final de década de 50, marcado pela liberdade melódica, harmônica e rítmica.
Tá, e agora?
Sintonizei pela internet uma rádio só de Jazz.
E...
Não consegui identificar nada!
Será que alguém consegue?
Preferi deixar pra lá, afinal, tudo é Jazz.
Já ouço Jazz, já danço Jazz e saber...
Saber mesmo, não sei nenhuma das duas coisas.
Mas tenho curtido ambas com imenso prazer!

Escrevi este texto para algumas pessoas em especial,
que curtem muito esse tal de Jazz.
A dança e a música!
Feridas de alguém que amo

Tem umas coisas que nos deixam tristes...
Extremamente tristes.
Situações que nos fazem descrer nas pessoas e nos sentimentos das pessoas.
Não é um fora de namorado, a morte do cachorro e nem falta de dinheiro.
Não! Isso é mato!
É saber que tem gente que teve a capacidade de ferir tão profundamente uma pessoa que só queria bem...
É saber que alguém tão querido, tão amado, se encontra murcho, seco, desesperançoso.
Desgosto. Essa palavra é forte, e eu sei o que representa. Mas hoje ela dói em mim muito menos do que neste alguém que amo.
Força, é o desejo maior que tenho em meu peito.
Esperança é ave, de grandes asas, que voa livre e em breve repousará novamente nesta alma ferida.
Saudade, existe. Vai doer. Mas vai passar, virando apenas lembranças.
Abra os olhos, mesmo que as lágrimas embaralhem e turvem sua visão.
Sorria. Dizem que os sorrisos cicatrizam as feridas invisíveis.
Caminhe para frente, pois seu caminho ainda é longo e muitas outras quedas virão, apenas para mostrar-te quanta força você ainda tem para se levantar!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Desaba'fo I - InVerdades Agressivas
Caralho, véi!
Que vontade de dar fodas pra tudo, de não querer mais nada, de aprender a dizer não.
Que vontade de sair dessa casca, dessa fôrma de menina certinha de família, de simpática, compreensiva, boa amiga...
Que vontade de ser agressiva, de ser corrosiva, de ter gosto de fel.
Que vontade de jogar tudo pro alto, educação, trabalho, dinheiro...
Que vontade de dormir o dia inteiro, de curtir preguiça e assistir televisão.
Que vontade de me alienar, de me vulgarizar, de me emburrecer.
Que vontade de mandar a todos pro inferno, de pensar asneiras e falar palavrão.
Vontade de dançar fora do rítmo, de cantar fora do tom.
Vontade de comer besteiras, de andar igual moleque, de tênis, boné, moleton...
Vontade de abolir a maquiagem, de não me arrumar pra ninguém, de não esperar por ninguém.
Que vontade de ficar sozinha, de ficar na minha, de só me preocupar comigo.
Vontade...
Ah, que vontade!
Que vontade de estar falando a verdade...
Que vontade de dar fodas pra tudo, de não querer mais nada, de aprender a dizer não.
Que vontade de sair dessa casca, dessa fôrma de menina certinha de família, de simpática, compreensiva, boa amiga...
Que vontade de ser agressiva, de ser corrosiva, de ter gosto de fel.
Que vontade de jogar tudo pro alto, educação, trabalho, dinheiro...
Que vontade de dormir o dia inteiro, de curtir preguiça e assistir televisão.
Que vontade de me alienar, de me vulgarizar, de me emburrecer.
Que vontade de mandar a todos pro inferno, de pensar asneiras e falar palavrão.
Vontade de dançar fora do rítmo, de cantar fora do tom.
Vontade de comer besteiras, de andar igual moleque, de tênis, boné, moleton...
Vontade de abolir a maquiagem, de não me arrumar pra ninguém, de não esperar por ninguém.
Que vontade de ficar sozinha, de ficar na minha, de só me preocupar comigo.
Vontade...
Ah, que vontade!
Que vontade de estar falando a verdade...
segunda-feira, 24 de março de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
Ontem a noite
Não acreditava que te veria.
Não ontem.
Chamei simplesmente por costume...
Uma via das dúvidas,
geralmente de mão única.
Em meio a pessoas tão minhas
Você apareceu.
E mesmo em sua presença
Acho que nunca fui tão EU.
Ao dançar, me fiz segura
E dona das minhas vontades
Não acreditei naquele momento
Que existiria possibilidade
De se fazer novamente vivo
Aquilo que só almejava em meu íntimo
Mas que minha pele já suportava,
Não sem certa angútia,
Guardar apenas nas lembranças.
Apesar dos seus beijos
Aos quais sempre me entrego
Entendo o seu receio.
Eu páro.
Mas quero, não nego.
Sua cabeça recostada em meu peito
Fez de ti uma criança
Te vi tão frágil ali,
Que te quis apenas assim.
Não anseio mais este lugar.
Mas sua presença me faz bem
E se o que pode me oferecer é isso
Saiba que aceito de bom grado.
Não esperava nada mais.
Ao te fazer cafuné
Evitei me pensar mulher,
Mas quando você me tocou novamente
Todo aquele turbilhão de sensações
Que nunca senti com outra pessoa
Se afloraram em minha pele.
E ali, sentindo sua respiração,
Seu suor e sua saliva,
O seu corpo pesado
Largado sobre o meu,
Fui mulher como nunca
Com ninguém.
Mulher, amiga, louca e mãe
Tudo isso, na noite de ontem.
Não ontem.
Chamei simplesmente por costume...
Uma via das dúvidas,
geralmente de mão única.
Em meio a pessoas tão minhas
Você apareceu.
E mesmo em sua presença
Acho que nunca fui tão EU.
Ao dançar, me fiz segura
E dona das minhas vontades
Não acreditei naquele momento
Que existiria possibilidade
De se fazer novamente vivo
Aquilo que só almejava em meu íntimo
Mas que minha pele já suportava,
Não sem certa angútia,
Guardar apenas nas lembranças.
Apesar dos seus beijos
Aos quais sempre me entrego
Entendo o seu receio.
Eu páro.
Mas quero, não nego.
Sua cabeça recostada em meu peito
Fez de ti uma criança
Te vi tão frágil ali,
Que te quis apenas assim.
Não quero que se assuste
E nem que fuja de mim
Como sei que já fez outras vezes.
Apenas aceite...
Sei que a pessoa não sou EUNão anseio mais este lugar.
Mas sua presença me faz bem
E se o que pode me oferecer é isso
Saiba que aceito de bom grado.
Não esperava nada mais.
Ao te fazer cafuné
Evitei me pensar mulher,
Mas quando você me tocou novamente
Todo aquele turbilhão de sensações
Que nunca senti com outra pessoa
Se afloraram em minha pele.
E ali, sentindo sua respiração,
Seu suor e sua saliva,
O seu corpo pesado
Largado sobre o meu,
Fui mulher como nunca
Com ninguém.
Mulher, amiga, louca e mãe
Tudo isso, na noite de ontem.
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