"Festa estranha com gente esquisita..."
"Eu não to legal... Alguém me arranja uma birita!"
"Mas você vai beber?"
"Vou, ué! Não tenho mais nada pra fazer mesmo!"
"Acho melhor você se manter sóbria."
"Mas aí que graça vai ter? Não conheço ninguém aqui, não tenho nem cigarro e ninguém aqui fuma o que eu gosto. Sem beber não vou conseguir me soltar nem pra zuar."
"Ah, não se subestime! ... Olha! Finalmente uma cara amiga."
-Oh mocinha, não te vi aí.
-Cheguei agora.
"Alerta vermelho."
"Algo estranho no ar!"
-Deixa eu te apresentar minha amiga.
-Olá.
-E aí?
"Bom, pelo menos é mais uma 'cara amigável'..."
"Uai, mas onde ele vai? Vai me deixar aqui conversando com ela?"
"Ah, quê que tem? Pelo menos você vai ter alguém com quem conversar."
"É, faz sentido. Pelo visto ela também não conhece muita gente por aqui."
"Melhor ainda!"
-nasdhewoirhwelkfndsofhsdtfjertdskl
"Mas o quê ela tá falando?"
"Não sei, tava prestando atenção em você!"
"Ah, faz cara de quem tá entendendo e pronto!"
-Humhum. Hahahahaha...
"E agora, do que eles estão rindo?"
"Sei lá!"
"E porque você está rindo, então?"
"Ah, porque ninguém precisa saber que eu sou o cúmulo da lerdeza, né?"
"Ou, presta atenção lá, pra ver se você entende alguma coisa."
-...NOOB.
-Hahahahaha...
"Humpf!"
-Ha...ha...ha...
-Você sabe o que é NOOB?
-Anh... Não.
"Mas porque ele perguntou isso justamente pra você? Não falei pra fazer cara de quem tá entendendo?"
"Eu fiz! Até ri também."
"Vai ver você começou a rir depois deles. Você é mesmo muito lerda!"
"Ai, tá bom! Que saco!"
"Bom, pelo menos agora você sabe o que é NOOB. ... Uai, cadê o 'cara amiga'?"
"O telefone dele tocou e ele saiu."
"Menos mal. Você fica meio presa quando ele está perto."
-blábláblá... Uma garrafa de vinho e 2 litros e meio de cerveja.
"Ela disse 2 litros ou 2 copos?"
"Ah, sei lá. Isso não é relevante."
"Quando se trata de quantidade de cerveja, é sim!"
"Mas você viu o tamanho do copo? Mesmo que fossem 2 copos, já era muito, depois de uma garrafa de vinho!"
"É... isso é mesmo!"
-blablabla.
-É.
-Pois é.
"Olha, ele tá voltando."
"Ah, mas agora eu já tenho companhia. E a 'cara amigável' é simpática."
"Ainda bem, porque ele também já tem outra companhia."
"Mas essa não é a..."
"Ela mesma! Ele foi buscá-la."
"Já era, então!"
"E você tinha alguma dúvida?"
"Fazer o que, né? Acontece!"
-... 4 anos!
"Caramba! Então a 'cara amigável' é aquela?"
"Bingo!"
"Vixi! Mais um motivo pra deixar pra lá!"
"E ela até que é gente boa, né?"
"Pois é, mas ela ainda gosta dele."
"E porque você ta falando isso?"
"Pelo jeito dela quando ele voltou com a outra. Até eu que sou lerda já saquei."
"É mesmo!"
"Você também percebeu?"
"Que você é lerda? Sempre!"
"Ah, pára com isso! Vamos dançar pra ver se a gente anima um pouco mais, porque o cansaço já ta batendo!"
"Cê tá afim de fazer performances, hein!?"
"É, mas preciso do meu partner. Cadê ele?"
"Ih, aquele lá já tá doidão!"
"Vou lá assim mesmo!"
...
-...daí a gente desembola uns trampos. Mas tem que rolar um treinamento físico! ... Burnier ... Corporeidade...
"É, já vi que o papo aqui tá bravo!"
"Cara, nada de performances e o pior, minha cabeça tá querendo parar!"
"Segura as pontas aí, filha!"
"Cadê a 'cara amigável'? Pelo menos o papo tava bacana!"
"Apesar das suas lerdezas..."
"Nossa, mas hoje você tirou pra me jogar isso na cara, né? Pô, dá um desconto que eu tô cansadassa!"
"Sei, viu?! ... Ah, olha ela sentada ali no canto."
-Uai, se entregou?
-Cara, eu já tô bêbada, meu pé tá doendo e nem rola de ir embora sozinha. Ele que me trouxe, que me leve!
-Relaxa, moça! Qualquer coisa, quando eu for eu te dou uma carona. Não devo demorar muito.
-Beleza. Eu moro aqui perto mesmo!
"Olha o 'cara amiga' aí, de novo!"
"Sozinho?!"
"Acho que ela foi embora."
"Mas já?"
-Tô com muita fome. Acho que vou ali no posto comprar alguma coisa de comer.
-Eu vou com você.
"Aproveita e pede a eles pra trazerem o cigarro pra você!"
"Mas eu vou pedir isso justamente pra ele?"
"E o que tem?"
"Deixa pra lá! Eu aguento!"
"Cê que sabe, até porque você demorou tanto que eles já foram, mesmo..."
"Olha, outro 'rosto conhecido'."
...
-... aquela cachaça.
-Você fala da cachaça, mas não traz pra eu experimentar.
-Nossa, os meninos já tomaram. A de lá é mesmo muito boa.
-Caramba, eu nunca tinha reparado no seu sotaque!
-Acho que quando eu bebo eu falo ainda com mais sotaque.
"Agora vamos? A bateria aqui já está acabando!"
"Eu falei que se eu bebesse seria melhor!"
"Agora é tarde. Pega sua bolsa, despede do povo e 'vambora'!"
"Uai, nem vi que eles já tinham voltado."
"E parece que já estão indo também! O 'cara amiga' já tá até de mochila!"
-E aí, comeram?
-Chips.
-Vocês já estão indo? Querem carona?
-Você já tá indo?
-Acabei de pegar minha bolsa. Só despedir do povo e eu já vou.
"Na verdade, acho que só falta um 'rosto conhecido' pra você despedir."
"Peraí, é impressão minha ou ele tentou me beijar?"
"Nossa, mas depois você reclama que eu te chamo de lerda... Tentou e você saiu. Agora vamos? Eles já estão na porta te esp... Não acredito que você cedeu!"
...
-Agora eu tenho que ir.
-Ah, mas você não vai agora de jeito nenhum!
-É sério! Tenho que ir.
-Mas a noite tá só começando!
-Já são 2 e meia da manhã! Pra mim ela já tá acabando. Tchau!
...
"Ué, cadê eles?"
"Você não queria que eles te esperassem, né? Eles viram a situação e preferiram deixar vocês dois curtirem."
"Só se for curto mesmo!Eu saí logo depois deles, você sabe que eu detesto promoção de fim de festa!"
"Mas eles não eram obrigados a saber disso! ... Então você beijou o 'rosto conhecido'?"
"Ele me beijou."
"Mas você correspondeu!"
"Vai ficar me zuando agora?"
"Deixa pra lá. Será que eles chegaram bem?"
"Ai, é mesmo! Como será que eles voltaram?"
"Relaxa! Vai pra casa."
"Putz! E por falar em casa..."
"O que foi dessa vez?"
"Esqueci que to sem chave!"
"NOSSA! MAS VOCÊ É LERDA MESMO!"
sexta-feira, 21 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Prostituição é trabalho!
Pode paracer estranho àqueles que me conhecem me verem dizer isso, mas prostituição é SIM um trabalho. E digo mais: digno!
Sei que eu sou uma menina de família, criada com todos aqueles valores morais, éticos e religiosos da tradicional família mineira, mas admito: EU ME PROSTITUO.
Coloquei para mim mesma, como meta, que este seria o meu ano de ganhar dinheiro. Não estou me importando muito com o reboco da coisa, contanto que me renda uma grana significativo no bolso e um certo prazer, pois ninguém é de ferro.
Não pense mal de mim, e não me veja como uma capitalista medíocre, olhando-me com um falso moralismo.
Quem nunca se protituiu, nessa vida?
Cumpro meus horários, me maquio, capricho na produção, faço todo o trabalho direitinho e, quase sempre, recebo o suficiente por isso.
Porque então minha consciência ainda insiste em me amolar?
Tantas pessoas também fazem isso, e sem dramas de identidade...
Talvez porque a grande maioria delas não cursou os quatro anos de faculdade que me pesaram tanto, para neste dado momento negá-los.
Sim! Eu prostituo minha ARTE!
Mas essa é a garantia que eu tenho de não precisar abandoná-la!
Sei que eu sou uma menina de família, criada com todos aqueles valores morais, éticos e religiosos da tradicional família mineira, mas admito: EU ME PROSTITUO.
Coloquei para mim mesma, como meta, que este seria o meu ano de ganhar dinheiro. Não estou me importando muito com o reboco da coisa, contanto que me renda uma grana significativo no bolso e um certo prazer, pois ninguém é de ferro.
Não pense mal de mim, e não me veja como uma capitalista medíocre, olhando-me com um falso moralismo.
Quem nunca se protituiu, nessa vida?
Cumpro meus horários, me maquio, capricho na produção, faço todo o trabalho direitinho e, quase sempre, recebo o suficiente por isso.
Porque então minha consciência ainda insiste em me amolar?
Tantas pessoas também fazem isso, e sem dramas de identidade...
Talvez porque a grande maioria delas não cursou os quatro anos de faculdade que me pesaram tanto, para neste dado momento negá-los.
Sim! Eu prostituo minha ARTE!
Mas essa é a garantia que eu tenho de não precisar abandoná-la!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Revirando meu baú...
"Sabe de uma coisa Seu
Vou lhe jogar no meu baú..."
Acho que todo mundo tem um baú. Daqueles onde guardamos todas aquelas coisas que não temos coragem de nos desfazer. Fotos antigas (ou nem tanto), rascunhos de declarações e poemas de amor, brinquedinhos de Kinder Ovo, cartas recebidas ou que nunca foram entregues, aquelas alianças de compromissos desfeitos, até mesmo aqueles botões coloridos, bonitinhos, do tempo da nossa avó, que guardamos na esperança de um dia colocá-los em nossas roupas...
Para algumas pessoas, o baú pode ser uma gaveta, uma caixinha colorida, uma pasta lá no fundo do maleiro... enfim. Acho que todos têm o seu.
Esses dias andei revirando o meu baú... Colocando mais algumas coisas e aproveitando para rever essas tralhas que fazem parte da minha história.
Percebi o quanto já amei e o quanto já sofri, quantas pessoas passaram pela minha vida e me deixaram marcas boas e ruins. Percebi quanta saudade eu tenho de algumas coisas e como elas são melhores na minha lembrança... E percebi, principalmente, a enorme capacidade que eu tenho de juntar coisas!
Resolvi, então dar uma geral, uma limpa no meu baú. Jogar fora todas aquelas coisas que realmente já não fazem mais sentido pra mim. Quanta coisa!!!
Agora estou até mais leve... Guardando aqueles momentos na minha memória, até que voem como aquelas lembranças que já me esqueci (visto que memória boa não é uma das minhas virtudes) mas que assim, por pior que sejam, se tornam lindas.
Joguei tanta coisa fora!!!
Mas os botões...
Ah, os botões!!!
Esses eu ainda guardo.
"Sabe de uma coisa Seu
Vou lhe jogar no meu baú
Vivo e mágico
Com as coisas boas que tem lá."
(Trecho de Baú - Vanessa da Mata)
Vou lhe jogar no meu baú..."
Acho que todo mundo tem um baú. Daqueles onde guardamos todas aquelas coisas que não temos coragem de nos desfazer. Fotos antigas (ou nem tanto), rascunhos de declarações e poemas de amor, brinquedinhos de Kinder Ovo, cartas recebidas ou que nunca foram entregues, aquelas alianças de compromissos desfeitos, até mesmo aqueles botões coloridos, bonitinhos, do tempo da nossa avó, que guardamos na esperança de um dia colocá-los em nossas roupas...
Para algumas pessoas, o baú pode ser uma gaveta, uma caixinha colorida, uma pasta lá no fundo do maleiro... enfim. Acho que todos têm o seu.
Esses dias andei revirando o meu baú... Colocando mais algumas coisas e aproveitando para rever essas tralhas que fazem parte da minha história.
Percebi o quanto já amei e o quanto já sofri, quantas pessoas passaram pela minha vida e me deixaram marcas boas e ruins. Percebi quanta saudade eu tenho de algumas coisas e como elas são melhores na minha lembrança... E percebi, principalmente, a enorme capacidade que eu tenho de juntar coisas!
Resolvi, então dar uma geral, uma limpa no meu baú. Jogar fora todas aquelas coisas que realmente já não fazem mais sentido pra mim. Quanta coisa!!!
Agora estou até mais leve... Guardando aqueles momentos na minha memória, até que voem como aquelas lembranças que já me esqueci (visto que memória boa não é uma das minhas virtudes) mas que assim, por pior que sejam, se tornam lindas.
Joguei tanta coisa fora!!!
Mas os botões...
Ah, os botões!!!
Esses eu ainda guardo.
"Sabe de uma coisa Seu
Vou lhe jogar no meu baú
Vivo e mágico
Com as coisas boas que tem lá."
(Trecho de Baú - Vanessa da Mata)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Homônimos
É engraçado as surpresas que a vida arma pra gente... E é engraçado também o quanto não aprendemos nada com cada uma dessas surpresas, e estamos sempre repetindo os mesmo erros...
Eu vi você. Aquele, sem o "H". Descobri você em meio a tanta gente, em meio à tantas coisas.
Te vi e te quis, mesmo sem saber quem tu eras.
Criei em mim um você tão perfeito, que não quis mais saber de outro (ou outros, como era costume). E tempo se passou assim... Nem percebi!
Convivi bem com minhas idéias e suas verdades, ou meias verdades... ou mentiras... Enfim, prefiro nem saber.
Era só você pra mim, mesmo eu sabendo que não era somente eu pra você. Isso não me importava, porque quando estávamos juntos, você me completava de uma maneira, que meu corpo, por mais cansado que estivesse, sempre pedia mais.
Me deixei levar e guiar por uma ilusão gostosa (mas que não deixa de ser ilusão) criada, não por você, mas por mim mesma.
Até que um dia eu o vi. Homônimo, com "H".
Situações tão parecidas... Tanta gente... tantas outras gentes...
E eu o quis, como quis você. Criações quase virtuais, pelas quais me apaixono e me entrego.
Como a vida é cíclica, não?!
E, por mais estranho que pareça, deixei que minha náu mudasse de direção, e navegasse ao léo... Espero, algum dia, encontrar um porto que não seja de ilusão...
Eu vi você. Aquele, sem o "H". Descobri você em meio a tanta gente, em meio à tantas coisas.
Te vi e te quis, mesmo sem saber quem tu eras.
Criei em mim um você tão perfeito, que não quis mais saber de outro (ou outros, como era costume). E tempo se passou assim... Nem percebi!
Convivi bem com minhas idéias e suas verdades, ou meias verdades... ou mentiras... Enfim, prefiro nem saber.
Era só você pra mim, mesmo eu sabendo que não era somente eu pra você. Isso não me importava, porque quando estávamos juntos, você me completava de uma maneira, que meu corpo, por mais cansado que estivesse, sempre pedia mais.
Me deixei levar e guiar por uma ilusão gostosa (mas que não deixa de ser ilusão) criada, não por você, mas por mim mesma.
Até que um dia eu o vi. Homônimo, com "H".
Situações tão parecidas... Tanta gente... tantas outras gentes...
E eu o quis, como quis você. Criações quase virtuais, pelas quais me apaixono e me entrego.
Como a vida é cíclica, não?!
E, por mais estranho que pareça, deixei que minha náu mudasse de direção, e navegasse ao léo... Espero, algum dia, encontrar um porto que não seja de ilusão...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
In Vento
Invento
Invento o vento que vejo balançar os cabelos de quem passa
O mesmo vento que ao balançar os meus cabelos valoriza o meu "visual Vanessa" - inventado
Invento vida onde vejo vias paradas e solitárias.
Invento as veias onde correm, em vez de sangue, vinho (branco e tinto)
Invento o verde do gramado, onde deito e rolo...
Ih, inventei...
Não deito nem rolo, mas In Vento.
Invento vozes conhecidas e queridas, me dizendo versos voláteis, seja lá o que isso quer dizer
Invento uma vaidade inexistente, em uma quase velha mulher ainda na infância, que vive só de frente pro espelho, esperando que alguém lhe veja
Invento lembranças, às vezes vagas, de vidas passadas
Invento letras e palavras que se vertem em V's
Invento verbos, por vezes já inventados...
Invento...
Mas o vento, [que voraz!] insiste em varrer minhas inventividades.
Invento o vento que vejo balançar os cabelos de quem passa
O mesmo vento que ao balançar os meus cabelos valoriza o meu "visual Vanessa" - inventado
Invento vida onde vejo vias paradas e solitárias.
Invento as veias onde correm, em vez de sangue, vinho (branco e tinto)
Invento o verde do gramado, onde deito e rolo...
Ih, inventei...
Não deito nem rolo, mas In Vento.
Invento vozes conhecidas e queridas, me dizendo versos voláteis, seja lá o que isso quer dizer
Invento uma vaidade inexistente, em uma quase velha mulher ainda na infância, que vive só de frente pro espelho, esperando que alguém lhe veja
Invento lembranças, às vezes vagas, de vidas passadas
Invento letras e palavras que se vertem em V's
Invento verbos, por vezes já inventados...
Invento...
Mas o vento, [que voraz!] insiste em varrer minhas inventividades.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Eu... atriz...
Sempre quis ser atriz. Desde criança.
Nunca pensei em fama, dinheiro ou televisão. Queria ser atriz para poder dizer algo que encantasse, alegrasse, deslumbrasse... Algo que fizesse alguém refletir, ou simplesmente sorrir, ali, na minha frente.
O palco nunca foi sinal de status, e sim de transgressão.
Transgredir aquilo que já está posto como real e certo.
No palco, aprendi a me conhecer, e, por mais antagônico que pareça, aprendi a não fingir. Atuar, não é fingir, e sim brincar. Representar não é fingir ser quem você não é, e sim,brincar com várias possibilidades de você mesmo.
É apresentar alguém, que, por mais diferente que seja de você, sempre terá um pouquinho seu, a outro alguém. É sempre como um presente.
Quando atuo, estou me doando de presente. Estou expondo, não só a minha figura, mas eu mesma, em qualquer situação, possível ou improvável...
É, me falaram que sou atriz... e eu concordo!
Eu presente pra você.
Nunca pensei em fama, dinheiro ou televisão. Queria ser atriz para poder dizer algo que encantasse, alegrasse, deslumbrasse... Algo que fizesse alguém refletir, ou simplesmente sorrir, ali, na minha frente.
O palco nunca foi sinal de status, e sim de transgressão.
Transgredir aquilo que já está posto como real e certo.
No palco, aprendi a me conhecer, e, por mais antagônico que pareça, aprendi a não fingir. Atuar, não é fingir, e sim brincar. Representar não é fingir ser quem você não é, e sim,brincar com várias possibilidades de você mesmo.
É apresentar alguém, que, por mais diferente que seja de você, sempre terá um pouquinho seu, a outro alguém. É sempre como um presente.
Quando atuo, estou me doando de presente. Estou expondo, não só a minha figura, mas eu mesma, em qualquer situação, possível ou improvável...
É, me falaram que sou atriz... e eu concordo!
Eu presente pra você.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Poderia ser melhor
Hoje me machuquei
senti uma dor horrível
pior do que quando se bate com o dedo mindinho na quina da porta...
pior do que quando se cai da escada, rolando uns seis degraus...
pior do que quando se morde a língua no meio da fala empolgada...
pior...
muito pior!
Hoje engoli em seco
e senti um gosto horrível
pior do que jiló sem tempero...
pior do que dizem do fel...
pior do que própolis sem mel...
pior...
muito pior!
Hoje abri os olhos
e vi coisas horríveis
coisas que eu não queria ver
pior do que filme de monstro...
pior do que a Vera Loyola e a Elza Soares...
pior do que minha cara borrada, quando acordo de ressaca em dia seguinte de festa...
pior...
muito pior!
Hoje me magoei com um amigo.
senti uma dor horrível
pior do que quando se bate com o dedo mindinho na quina da porta...
pior do que quando se cai da escada, rolando uns seis degraus...
pior do que quando se morde a língua no meio da fala empolgada...
pior...
muito pior!
Hoje engoli em seco
e senti um gosto horrível
pior do que jiló sem tempero...
pior do que dizem do fel...
pior do que própolis sem mel...
pior...
muito pior!
Hoje abri os olhos
e vi coisas horríveis
coisas que eu não queria ver
pior do que filme de monstro...
pior do que a Vera Loyola e a Elza Soares...
pior do que minha cara borrada, quando acordo de ressaca em dia seguinte de festa...
pior...
muito pior!
Hoje me magoei com um amigo.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Só um suspiro... mas não inspiração.
há tempos venho tentando escrever
quase todos os dias
mas parece que as palavras se perdem em algum lugar obscuro
entre minha mente e meus dedos...
queria escrever sobre o mar... a areia e o vento.
sobre a saudade daquele lugar
saudade
que em lugar de diminuir
deixou um gosto de quero mais
e a vontade de voltar.
queria escrever sobre olhares
e também sobre olhos.
olhares que se encontrar, se desencontram
se marejam,
de lágrimas ou maresias
olhares verdes, pretos, azuis, castanhos
que se atraem, se conectam e também que fogem.
queria escrever sobre pessoas
sobre braços e abraços
fortes ou falsos
sobre pés e passos
de salto ou descalços
as vezes descompassados...
queria escrever sobre a música
escrever a própria música
música própria
cantar minha música
ser cantada em música
ser cantada com música
enfim...
queria escrever,
mas faltou inspiração.
quase todos os dias
mas parece que as palavras se perdem em algum lugar obscuro
entre minha mente e meus dedos...
queria escrever sobre o mar... a areia e o vento.
sobre a saudade daquele lugar
saudade
que em lugar de diminuir
deixou um gosto de quero mais
e a vontade de voltar.
queria escrever sobre olhares
e também sobre olhos.
olhares que se encontrar, se desencontram
se marejam,
de lágrimas ou maresias
olhares verdes, pretos, azuis, castanhos
que se atraem, se conectam e também que fogem.
queria escrever sobre pessoas
sobre braços e abraços
fortes ou falsos
sobre pés e passos
de salto ou descalços
as vezes descompassados...
queria escrever sobre a música
escrever a própria música
música própria
cantar minha música
ser cantada em música
ser cantada com música
enfim...
queria escrever,
mas faltou inspiração.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Pensar em Coisas Lindas
Quando anoitece no vale encantado,
Fica só um fiozinho de luz vermelhaLá no horizonte.
E todas as crianças do mundo param pra ver o pôr do sol.
Ah, o deus das fadas fica tão triste se a gente deixa
De ver o pôr do sol!
A linha vermelha, puxa uma carruagem cheia de estrelas,
Onde está a deusas dos sonhos e seu pó mágico,
Que faz a gente sonhar coisas lindas...
Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas:
Balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe,
Brincadeira de queimado, árvore de natal,
Árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis,
Risadas, colo de pai, história de avó...
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda
Pensem em coisas lindas.
Mas pensem com força, com muita força,
Porque aí o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas,
Cachorro bonzinho, bruxa simpática,
Sorvete de chocolate, caramelos e amigos
Vamos, vamos lá! vamos pensar só em coisas lindas!
Brincar na chuva, boneca nova, boneca velha, bola grande,
Mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio,
Guerra de travesseiro, boneco de areia, princesas,
Heróis, cavalos voadores...
Ih! já tá anoitecendo no vale encantado!
Dorme em paz, minha criança querida
Vamos pensar em coisas lindas até amanhecer.
(ás vezes outras pessoas falam por nós, bem melhor que nós mesmos!)
Oswaldo Montenegro - "Meu marido!"
Fica só um fiozinho de luz vermelhaLá no horizonte.
E todas as crianças do mundo param pra ver o pôr do sol.
Ah, o deus das fadas fica tão triste se a gente deixa
De ver o pôr do sol!
A linha vermelha, puxa uma carruagem cheia de estrelas,
Onde está a deusas dos sonhos e seu pó mágico,
Que faz a gente sonhar coisas lindas...
Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas:
Balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe,
Brincadeira de queimado, árvore de natal,
Árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis,
Risadas, colo de pai, história de avó...
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda
Pensem em coisas lindas.
Mas pensem com força, com muita força,
Porque aí o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas,
Cachorro bonzinho, bruxa simpática,
Sorvete de chocolate, caramelos e amigos
Vamos, vamos lá! vamos pensar só em coisas lindas!
Brincar na chuva, boneca nova, boneca velha, bola grande,
Mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio,
Guerra de travesseiro, boneco de areia, princesas,
Heróis, cavalos voadores...
Ih! já tá anoitecendo no vale encantado!
Dorme em paz, minha criança querida
Vamos pensar em coisas lindas até amanhecer.
(ás vezes outras pessoas falam por nós, bem melhor que nós mesmos!)
Oswaldo Montenegro - "Meu marido!"
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