Ficou dificil
Tudo aquilo,nada disso
Sobrou o meu velho vicio de sonhar
Pular de precipicio em precipicio, ossos do oficio
Pagar para ver o invisivel e depois enxergar
Que é uma pena, mas voce nao vale a pena
Nao vale uma fisgada dessa dor
Nao cabe como rima de um poema, de tao pequeno
Mas vai e vem e me envenena e me condena ao rancor
De repente cai o nivel e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Vou tocando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é para nao ter uma recaida que nao me deixo esquecer
Que é uma pena, mas voce nao vale a pena
Nao vale uma fisgada dessa dor
Nao cabe como rima de um poema de tao pequeno
Mas vai e vem e me envenena e me condena ao rancor
De repente cai o nivel e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo repetindo como um disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Vou tocando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é para nao ter recaida que nao me deixo esquecer
Que é uma pena, mas voce nao vale a pena............
sábado, 29 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Manhã
Imagem bucólica
à sombra de uma árvore, sentada na grama
um livro na mão
Raios de sol atravessam timidamente as folhas das árvores
alimento para sua alma
Apesar do sonido alto e irritante da selva de concreto ao longe
Lá se refugiava
Como uma fadinha em seu habitat
Na mente, idéias vagavam distantes
Algo um tanto pictórico
Sons de pássaros, folhas caindo e a brisa que soprva mansa
Nem mesmo as formigas, que insistiam em passear pelo seu corpo estragavam aquele momento
Só mesmo um vazio a incomodava
Uma falta que não podia controlar
Só mesmo isso para dar à sua expressão um ar menos doce, menos calmo e menos alegre do que pedia aquele momento quase lúdico...
à sombra de uma árvore, sentada na grama
um livro na mão
Raios de sol atravessam timidamente as folhas das árvores
alimento para sua alma
Apesar do sonido alto e irritante da selva de concreto ao longe
Lá se refugiava
Como uma fadinha em seu habitat
Na mente, idéias vagavam distantes
Algo um tanto pictórico
Sons de pássaros, folhas caindo e a brisa que soprva mansa
Nem mesmo as formigas, que insistiam em passear pelo seu corpo estragavam aquele momento
Só mesmo um vazio a incomodava
Uma falta que não podia controlar
Só mesmo isso para dar à sua expressão um ar menos doce, menos calmo e menos alegre do que pedia aquele momento quase lúdico...
terça-feira, 11 de setembro de 2007
frio
meia noite e trinta e oito minutos.
uma pedra no meio do caminho...
um corredor.
elevador.
outro corredor.
oitavo andar, ala B, leito 22.
espera...
gemidos e sons de metal rangendo.
um canto, refúgio.
um adeus, até logo.
vento frio, paredes frias, cores frias.
sono lência...
acordo, agulha e fios.
uma dor simpática sobe pelas veias.
olhos fechados, nariz gelado.
cinco e vinte e dois.
estrondos, vozes, ainda frio.
mais gemidos dolorosos.
vazio... no estômago!
fome.
sete e trinta e cinco
café com leite e pão quase sem manteiga.
mais agulhas,
dessa vez, tres frascos de sangue.
exames.
sem novidades.
vai-se o dia inteiro.
à toa...
fim da tarde.
termo de responsabilidade.
auta.
carro.
colação de grau.
uma pedra no meio do caminho...
um corredor.
elevador.
outro corredor.
oitavo andar, ala B, leito 22.
espera...
gemidos e sons de metal rangendo.
um canto, refúgio.
um adeus, até logo.
vento frio, paredes frias, cores frias.
sono lência...
acordo, agulha e fios.
uma dor simpática sobe pelas veias.
olhos fechados, nariz gelado.
cinco e vinte e dois.
estrondos, vozes, ainda frio.
mais gemidos dolorosos.
vazio... no estômago!
fome.
sete e trinta e cinco
café com leite e pão quase sem manteiga.
mais agulhas,
dessa vez, tres frascos de sangue.
exames.
sem novidades.
vai-se o dia inteiro.
à toa...
fim da tarde.
termo de responsabilidade.
auta.
carro.
colação de grau.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Antropofagia
Ando neste momento um tanto quanto antropofágica...
Um dos meus maiores divertimentos tem sido ler os outros
Devorar palavras, degustar olhares, decifrar pessoas.
Vejo e leio tantas coisas saborosas, que me abrem o apetite e me dão vontade e coragem para escrever.
Escrevo sobre coisas que que me engasgam, que me encantam, que não digerem ou que já estão mais que digeridas.
Muitas vezes o que escrevo são meus excrementos...
Degusto pessoas através de suas palavras.
Espero também ser digerida por alguém... por isso escrevo!
Um dos meus maiores divertimentos tem sido ler os outros
Devorar palavras, degustar olhares, decifrar pessoas.
Vejo e leio tantas coisas saborosas, que me abrem o apetite e me dão vontade e coragem para escrever.
Escrevo sobre coisas que que me engasgam, que me encantam, que não digerem ou que já estão mais que digeridas.
Muitas vezes o que escrevo são meus excrementos...
Degusto pessoas através de suas palavras.
Espero também ser digerida por alguém... por isso escrevo!
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