sábado, 29 de setembro de 2007

Não vale a pena

Ficou dificil
Tudo aquilo,nada disso
Sobrou o meu velho vicio de sonhar
Pular de precipicio em precipicio, ossos do oficio
Pagar para ver o invisivel e depois enxergar

Que é uma pena, mas voce nao vale a pena
Nao vale uma fisgada dessa dor
Nao cabe como rima de um poema, de tao pequeno
Mas vai e vem e me envenena e me condena ao rancor
De repente cai o nivel e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada

Vou tocando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é para nao ter uma recaida que nao me deixo esquecer

Que é uma pena, mas voce nao vale a pena
Nao vale uma fisgada dessa dor
Nao cabe como rima de um poema de tao pequeno
Mas vai e vem e me envenena e me condena ao rancor
De repente cai o nivel e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo repetindo como um disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada

Vou tocando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é para nao ter recaida que nao me deixo esquecer
Que é uma pena, mas voce nao vale a pena............

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Manhã

Imagem bucólica
à sombra de uma árvore, sentada na grama
um livro na mão
Raios de sol atravessam timidamente as folhas das árvores
alimento para sua alma
Apesar do sonido alto e irritante da selva de concreto ao longe
Lá se refugiava
Como uma fadinha em seu habitat
Na mente, idéias vagavam distantes
Algo um tanto pictórico
Sons de pássaros, folhas caindo e a brisa que soprva mansa
Nem mesmo as formigas, que insistiam em passear pelo seu corpo estragavam aquele momento
Só mesmo um vazio a incomodava
Uma falta que não podia controlar
Só mesmo isso para dar à sua expressão um ar menos doce, menos calmo e menos alegre do que pedia aquele momento quase lúdico...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

frio

meia noite e trinta e oito minutos.
uma pedra no meio do caminho...
um corredor.
elevador.
outro corredor.
oitavo andar, ala B, leito 22.
espera...
gemidos e sons de metal rangendo.
um canto, refúgio.
um adeus, até logo.
vento frio, paredes frias, cores frias.
sono lência...
acordo, agulha e fios.
uma dor simpática sobe pelas veias.
olhos fechados, nariz gelado.
cinco e vinte e dois.
estrondos, vozes, ainda frio.
mais gemidos dolorosos.
vazio... no estômago!
fome.
sete e trinta e cinco
café com leite e pão quase sem manteiga.
mais agulhas,
dessa vez, tres frascos de sangue.
exames.
sem novidades.
vai-se o dia inteiro.
à toa...
fim da tarde.
termo de responsabilidade.
auta.
carro.
colação de grau.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Antropofagia

Ando neste momento um tanto quanto antropofágica...
Um dos meus maiores divertimentos tem sido ler os outros
Devorar palavras, degustar olhares, decifrar pessoas.
Vejo e leio tantas coisas saborosas, que me abrem o apetite e me dão vontade e coragem para escrever.
Escrevo sobre coisas que que me engasgam, que me encantam, que não digerem ou que já estão mais que digeridas.
Muitas vezes o que escrevo são meus excrementos...
Degusto pessoas através de suas palavras.
Espero também ser digerida por alguém... por isso escrevo!